quinta-feira, 1 de maio de 2014

FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM PIANISTAS

(retirado de <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfhScAG/lesoes-musculo-esqueleticas>)


Não tenho a pretensão de fazer textos acadêmicos neste blog, mas sim, levantar pontos de discussão e reflexão, primeiramente pessoais, mas que se estendem aos meus amigos, parentes, alunos, colegas de profissão, irmãos de fé e qualquer outro interessado.

É neste sentido que, continuando o tema de Lesões Musculoesqueléticas em Pianistas, passo a pontuar os fatores de risco para o seu desenvolvimento:

1 - Sexo Feminino
Chocado? Antes que os pensamentos de "preconceito" ou "discriminação" apareçam, as pesquisas confirmam que o sexo feminino é mais propenso a desenvolver lesões musculoesqueléticas, pois possui menos tônus e força muscular do que o sexo masculino.

2 - Variações anatômicas
Além da questão do gênero, algumas características físicas podem contribuir para o desenvolvimento de  lesões musculoesqueléticas, como alterações na coluna, hipermobilidade articular, artrite reumatóide, distonia, etc...
   
3 - Idade
Quando somos jovens nosso corpo aguenta certos esforços mesmo se não estivermos nos cuidando direito, mas depois dos 35 ou 40 anos a situação muda. Você já ouviu alguém dessa idade dizer - "mas antes eu fazia isso e não sentia nada"? O tempo passa... E a resistência muscular diminui... É fato. 

4 - Estudar demais
Muita gente já ouviu que para ser pianista tem que estudar 8hs por dia, mas isso é um risco muito alto. É verdade que o piano exige muito estudo ou treino, mas estudar ininterruptamente por horas a fio é um fator de alto risco.

5 - Aumento repentino de tempo no piano
Se o pianista costuma estudar/tocar 3hs por dia e, de uma hora pra outra, passa à 6 ou 7hs, estará em grande risco de desenvolver  lesões musculoesqueléticas. Seja pelo aumento da vontade ou necessidade de treinar mais, ou por compromissos profissionais, mudar a rotina drasticamente para um esforço maior é extremamente perigoso. 

6 - Permanecer na mesma posição por muito tempo
Complementando os dois itens anteriores, estudos relacionam a permanência prolongada na posição sentada com o desenvolvimento de  lesões musculoesqueléticas, tanto em músicos, como em trabalhadores de setores administrativos, e outros. Nosso corpo foi feito para estar em movimento, por isso, toda permanência em uma posição estática levará fatidicamente a problemas físicos.

7 - Sedentarismo
A vida do pianista é permanecer sentado tocando e muitos são tão apaixonados pelo que fazem que não fazem mais nada além disso. O perigo é: existe uma cultura de que música é lazer e, portanto, fazer música não é visto como esforço físico. Na realidade, ser pianista é uma profissão com altas demandas físicas (e psicológicas) e por isso o pianista deve ser visto como um atleta de alto nível. As exigências físicas são altas e, não havendo uma preparação física anterior e contínua, o corpo não estará em condições para suportar a atividade, gerando dores e inflamações que, se não cuidadas, se tornarão  lesões musculoesqueléticas.    

8 - Excesso de ansiedade e tensão
Muitos músicos, estudantes principalmente, possuem um medo tal das apresentações, recitais e concertos que os leva a desenvolver ansiedade e tensão muscular.  Faz parte da personalidade do músico ser perfeccionista e assim exigir dos demais, desta forma, a alta cobrança da profissão contribui para tensões. Alguns músicos profissionais chegam a tomar ansiolíticos para enfrentar seus compromissos! Assim, se o músico não aprender a lidar com essas questões, as tensões geradas podem progredir para uma  lesão musculoesquelética.

9 - Dificuldade técnico-musical
Tanto a técnica errada, advinda do mau ensino ou da fase em que o aluno ainda está buscando apreendê-la, como uma peça ou repertório muito acima do nível técnico do aluno ou de grande dificuldade para o pianista, são fatores de risco para o desenvolvimento de  lesões musculoesqueléticas.

10 - Mudança de professor
Existem várias correntes técnicas pianísticas, portanto é quase certo que professores diferentes tenham técnicas diferentes. A questão é que o aluno, ao mudar de professor, terá de fazer novas adaptações na sua forma de tocar. Quando essas são poucas, ótimo. Mas quando exigem uma grande ruptura com o que já estava assimilado então o risco de  lesão musculoesquelética é alto.
A mesma lógica serve para aqueles que possuem dois ou três professores de piano ao mesmo tempo. As exigências serão diferentes, provocando adaptações até de aula pra aula. O corpo, com certeza, reclamará. 


Finalizando, cabe ao pianista administrar esses fatores de risco em sua própria vida e lembrar sempre que dor é sinal de que algo não está bem no nosso corpo. Ao primeiro sinal, reveja sua práticas e cuide-se!! 

Sugestão de leitura
Não irei dar aqui todas as referências bibliográficas que tenho lido sobre o assunto, mas recomendar apenas uma leitura:

FRANK, A; MÜHLEN, C. A. Queixas musculoesqueléticas em músicos: prevalência e fatores de risco.  Revista Brasileira de Reumatologia, v. 47, n.3, p. 188-196, mai.-jun, 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0482-50042007000300008&script=sci_arttext&tlng=es>. 

     

    

  

segunda-feira, 31 de março de 2014

LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS NA ATIVIDADE PIANÍSTICA - RELATO DE CASO

(imagem retirada de http://vidaseverdades.blogspot.com.br)
Observando queixas de alunos e suas rotinas de estudo, tenho me empenhado em conversar, no intuito de desenvolver a conscientização sobre os riscos da atividade pianística.

Confesso que a questão somente passou a ter a devida importância após acometer a mim mesma, e por isso, passo a descrever resumidamente o meu próprio caso:

Pianista profissional com longos anos de experiência, me descuidei, relaxando em relação à manutenção de uma atividade física. Após alguns anos, comecei a sentir uma espécie de queimor ocasional nos músculos das costas (lateral direita).

Uma vez... Duas vezes... Assim que notei que os espaços entre os queimores estavam diminuindo procurei ajuda médica  Infelizmente, por mais que se tenha um bom plano de saúde, e a indicação de médicos, passei dois anos sendo acompanhada por ortopedistas que apenas diziam ser um problema muscular. A conduta era sempre a mesma - remédios (ou injeção no músculo), fisioterapia e a indicação de ir para a academia fazer musculação após passar o queimor.

Como o queimor diminuía com os remédios, mas não era eliminado totalmente, concluí (por conta própria) que não devia "ir pra academia", com medo de piorar a sensação.

Troquei de médico várias vezes... Os queimores viraram dores... Eu mesma solicitei uma ressonância magnética e recebi o parecer que nada havia na minha coluna que pudesse causar os transtornos.

Finalmente, com um súbito aumento da atividade pianística, todos os músculos do lado direito das costas literalmente travaram! Dores insuportáveis (até pra quem, como eu, tem um limiar alto de dor) e incapacitantes de qualquer atividade com o braço direito (não só a pianística)!

Mais uma troca de médico, desta vez de forma urgente, e a constatação de que, pela falta de atividade física por vários anos, os músculos tornaram-se fracos para a exigência da atividade pianística, acrescida da atividade como regente. Essa fraqueza muscular não segurou a coluna no lugar certo, por isso, haviam, sim, alterações que contribuíam para o desenvolvimento do quadro - retificação na cervical, protusão discal, curvatura contrária nas últimas vértebras. Segundo o novo especialista médico, minha coluna havia se moldado à minha postura como pianista (sempre sentada e ereta), e se eu houvesse obedecido as recomendações anteriores e estivesse tentando fortalecer a musculatura em uma academia, a situação teria se agravado muito mais.

Desde então, há dois anos, venho passando por um processo lento de reabilitação, ainda não completo, que incluiu ou inclui:

  • remédios (em um primeiro momento);
  • fisioterapia de analgesia;         
  • acupuntura;
  • RPG (técnica fisioterápica de reeducação postural global);
  • Pilates (exercício físico baseado na respiração, equilíbrio, alongamento e desenvolvimento do tônus).


Houve alguns meses que precisei parar com todas as minhas atividades... No momento de maior crise pensei que jamais teria condições de tocar novamente... Mesmo com os anos que perdi sendo mal orientada e a situação agravada, os tratamentos tem trazido evolução.


Muita paciência é necessária - somente em novembro de 2013 fui liberada para começar uma atividade física, o Pilates, mas apenas uma vez por semana, com as cargas mais leves, que o corpo vá se fortalecendo sem agravar o quadro já instalado. 

Muitas mudanças foram necessárias - de pensamento, de atitude, de rotina, de consciência! Por isso, esse relato deve servir para reflexão, fomentando uma autoavaliação de sua atividade pianística e de toda a sua condição física, seja como aluno, seja como profissional.

Com os devidos ajustes e cuidados, eu continuo pianista. Graças a Deus, pois não saberia viver sem o meu piano! Mas o fim desse relato poderia ser diferente... 


Reflexão e autoavaliação - o primeiro passo!

quinta-feira, 27 de março de 2014

CRÔNICA DE MARÇO

Imagem retirada de www.focandoanoticia.com.br
Crônica é a dor que persiste por mais de 3 meses, e eu tenho duas. A primeira já dura onze anos, a segunda apenas um, mas ambas crônicas de saudades que se juntam em março.

Saudade não se descreve, se sente, e notoriamente o sentimento carrega consigo lembranças e dor. 

Março traz as lembranças dos abraços, beijos, festas surpresas e presentes por ocasião do aniversário do meu pai. Lembranças felizes de alguém com quem convivi o suficiente para guardar todas elas no lugar mais especial da minha alma. Lembranças felizes que trazem a saudade, e a saudade carrega consigo a dor da ausência.

Março traz também as lembranças do falecimento da minha filha. Lembranças das sensações que ela me proporcionou enquanto estava em meu ventre, e que guardo no mesmo lugar especial. Lembranças de quem não vi, mas que sua ausência me traz uma dor infinita.

Um março de dores crônicas, diferentes e iguais, que sinto na alma e no corpo cansado, dolorido, mesmo sem esforço. Dores que vejo surgir em outros, e somam-se às minhas, por saber e entender o que sentem e ainda sentirão.

Março está terminando, e então vem o abril, carregado da maior de todas as dores - a dor de Jesus Cristo ao morrer na cruz do Calvário. Dor maior não houve, não há e jamais haverá! Ele levou sobre si todas as nossas enfermidades e pecados! Ele sabe o que é sofrer! A dor da perda de um grande amigo, quando chorou por Lázaro... A dor da morte de um filho, sendo Ele o Deus Triúno... A dor da ausência de tantos filhos e criaturas que não vivem um relacionamento diário com Ele... A dor inigualável da Via Crucis do justo pelos injustos...

O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e é por isso que abril sempre vem, abrindo as despensas celestes da paz através da ressurreição de Cristo. O que seria de nós se não fosse essa esperança? Aqueles que se tornaram filhos de Deus, aceitando a dor de seu filho na cruz como único e suficiente sacrifício pelos nossos erros, serão com Ele ressuscitados para a vida eterna. A morte foi vencida por Ele para nós!

Um dia os céus se abrirão, ou para a nossa passagem deste mundo cheio de dores para a vida eterna com Deus, ou para o retorno triunfante do Rei Jesus. Quem sabe não será num mês de abril?

"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" (Apocalipse 21.4).

Que venha abril! Me mostrando que ainda tenho que viver... Me lembrando da esperança: um dia estaremos todos juntos na presença do meu Deus, sem dores, louvando, adorando e convivendo juntos por toda uma eternidade feliz!    

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

GASTANDO OU INVESTINDO TEMPO NA PRESENÇA DO SENHOR

Algumas pessoas passam horas assistindo filmes...
Outras ouvindo música...
Outras assistindo jogos...

Há ainda os que passam horas trabalhando (fora do horário de expediente)...
Outros estudando...
Outros nas academias, malhando...

A verdade é que GASTAMOS tempo naquilo que de alguma forma nos incomoda, ou que não gostamos, ou que não é prioridade, contando os minutos para que aquela atividade termine;
e INVESTIMOS tempo naquilo que nos agrada, ou que consideramos prioritário, ou que nos levará a um novo patamar de vida (mesmo que a longo prazo), e ao fim, queremos um pouco dele para permanecer fazendo a mesma atividade.
                                                  
(imagem retirada de http://super.abril.com.br)

E o tempo na presença do Senhor? 
Está na categoria de "gasto" ou de "investimento"?

Certa vez o apóstolo Paulo discursou num culto de ceia até meia-noite, tanto que um jovem chamado Êutico dormiu, caiu do terceiro andar e morreu (Atos 20.7-12). Pensam que o culto acabou? Não! Paulo ressuscitou o jovem e continuou discursando até a alvorada, com todos presentes!

No A.T. algumas celebrações na presença de Deus duravam dias, até mais de uma semana, com todo o povo de Israel, sacerdotes e levitas participando (ex: II Cr 7.6-10).

Que falar daqueles que estavam presentes e em pé enquanto Esdras lia o Livro da Lei de Deus desde a alva até o meio-dia (Ne 8.1-12)? Ou dos que ouviram Jesus proferir o sermão da montanha (Mt 5 a 7), ou o sermão profético (Mt 24 e 25)?

Quando estar na presença do Senhor for algo que nos agrade mais do que outras atividades, for considerado por cada um de nós como prioritário e entendido na prática como algo que nos levará a um novo patamar de vida, então...
...o tempo não mais será gasto, mas sim investido;
...não faltará tempo para nossas devocionais diárias;
...as "vigílias" de oração deixarão de ser das 22hs às 00hs;
...celebraremos na presença do Senhor como celebramos em casamentos e festas de aniversários;
...ouviremos atentamente a explanação da Palavra de Deus como quem assiste uma aula de preparatório para concursos.

"A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo. Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. 
Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, 
a habitar nas tendas dos ímpios" (Salmo 84.2,10).


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013 - MEU TESTEMUNHO

2013 começou cheio de lutas e esperanças, que se findaram na morte de minha filha, Samara, nascida prematuramente no primeiro dia da 24a. semana.
A vida, e o ano, pareciam ter findado ali, mas...

Deus, aquele que dá o sopro da vida e define o dia da nossa morte, soberano em Sua onisciência, derramou a cada dia um pouco do Seu bálsamo curativo na minha alma.




E, de repente, lá estava eu...

...uma ex-cara-pintada, protestando nas ruas de Recife.



Pensei que jamais poderia cantar novamente, mas antes que pudesse fazer isso, em setembro estava tocando, acompanhando o aniversário de 80 anos do Coro da PIB do Cabo, sob a regência da MM Luziana Menezes.


No ano anterior só consegui tocar em um dos muitos recitais e eventos musicais agendados pro fim do ano, devido às fortes dores musculares, causadas por problemas na coluna (cervical).
Mas neste ano, não sem dores, mas de forma suportável, cheguei ao fim cumprindo todos os compromissos:


Acompanhamento ao Piano no 
Recital de Regência Coral da Jaciene Pessoa: 



Acompanhamento ao Piano no 
Recital de Composição da Laísa Feitoza:




 Acompanhamento ao Piano no 
Recital do Coro Sinfônico do STBNB:


Acompanhamento ao Piano e orientação de palco
no Recital de Canto Erudito da Lizandra Gonçalves:




Estive também com os irmãos da Primeira Igreja Batista de Campina Grande (PA), falando à igreja sobre "A Música Congregacional e sua Funcionalidade no Culto Contemporâneo":




Além desses, ainda pude concluir os trabalhos do ministério na Igreja Batista em San Martin:

Musical Natalino do Coro de Adolescentes
(arranjos meus e de meu maridão):

Culto Natalino com o Coro Feminino
(que também participou das celebrações de natal 
da Secretaria da Defesa Social do Estado de Pernambuco):


Ainda toquei na Cantata de Natal com Coro e Orquestra,
sob a regência do MM Gerônimo Brito - foi o primeiro natal que eu e meu amor tocamos juntos!


Abaixo de Deus, meu marido (Alexandre Campos) foi a pessoa mais presente em todos os momentos, e que me concedeu três viagens maravilhosas ao seu lado:

Aracaju (SE) - no fim da licença da morte de nossa filha 

BH (MG) e Cachoeiro (ES) - pra conhecer a família


João Pessoa (PA) - pra comemorar as bodas de algodão


Meu amor! Sempre me cobrindo de amor e segurança, me ajudando a enxergar as coisas boas e seguir em frente. Por falar em seguir em frente...
Nós dois, no encontro de pretendentes para a adoção!


Enfim, termino o ano agradecendo a Deus porque 2013...
...foi o ano em que Ele protegeu minha filha (Samara = protegida de Deus) de uma vida cheia de sofrimentos, levando-a para o céu, onde um dia irei encontrá-la;
...foi um ano de lutas e sofrimentos, mas que, em nenhum momento meu Grande Pastor (Deus) me deixou sozinha ao passar pelo vale da sombra da morte (só depois de muito tempo percebi que eu também poderia ter morrido...);
...foi o ano em que Deus, através da Samara, me deu de volta a convivência com meu irmão, Alexandre;
...foi o ano da família - tios e tias que se transformaram em pais e mães, primos e primas mais próximos, e o acréscimo da família maior do meu maridão;
...foi o ano de receber o carinho de amigos e irmãos em Cristo dos mais diversos lugares e igrejas;
...foi o ano que Ele me fez perceber algumas coisas, deixar outras (pra valorizar os princípios dos quais não abro mão), e colocar as coisas e pessoas em seus devidos lugares;
...foi o ano em que o tratamento da coluna começou a dar alguns resultados;
...foi o fim de ano em que Ele me deu a oportunidade de compartilhar minha experiência e o que Deus tem feito com uma jovem que também perdeu sua filhinha recentemente.

Realmente,
"...todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito". (Romanos 8.28) 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A VISITA DO PAPA AO BRASIL

(foto retirada de http://www.acidigital.com/noticia.php?id=25116)
É um acontecimento, não se pode negar! Não somente a visita do Papa ao Brasil, mas ele mesmo é um acontecimento! O papa com sangue latino é simpático, carismático, acolhedor - diz que pastor deve estar perto do seu rebanho. Vem para quebrar tradições e protocolos, corrigindo as atitudes anteriores de distanciamento e ostentação - isso é muito bom! É um avanço enorme e acredito que outros ainda estão por vir! Entretanto...
Deixarei as demais palavras desse texto por conta da Palavra de Deus, compartilhada por todos os cristãos, mas nem sempre lida, ensinada e aplicada.

"Não terás outros deuses além de mim.
"Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra.
Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam,
mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos.
Êxodo 20:3-6

Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!
Por que perguntam as nações: "Onde está o Deus deles? "
O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada.
Os ídolos deles, de prata e ouro, são feitos por mãos humanas.
Têm boca, mas não podem falar, olhos, mas não podem ver;
têm ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro;
têm mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar; nem emitem som algum com a garganta.
Tornem-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam.
Confie no Senhor, ó Israel! Ele é o seu socorro e o seu escudo.
Confiem no Senhor, sacerdotes! Ele é o seu socorro e o seu escudo.
Vocês que temem ao Senhor, confiem no Senhor! Ele é o seu socorro e o seu escudo.
Salmos 115:1-11

Jesus lhe disse: "Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a Ele preste culto’".
Mateus 4:10

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,
Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Gálatas 5:19-21

Portanto, meus amados, fugi da idolatria.
1 Coríntios 10:14

Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus.
1 Timóteo 2:5

Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. Apocalipse 21:8

Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Mateus 22:29   

Não há o que mais comentar... 
Prega a Palavra, pois só a Verdade os libertará dos pseudocaminhos com aparência de luz!  

quinta-feira, 20 de junho de 2013

PROTESTO - TENHO DIREITO DE SER CONTRA!

(imagem retirada de http://gimigliati.wordpress.com/tag/protesto/)
Multidões... Várias cidades... Muita gente protestando nas ruas e na net.... E no meio disso tudo escuto e leio palavras e frases que ferem meu direito!

Existem pessoas que são à favor do ato de fumar - eu sou contra!
Existem pessoas que são à favor do uso de drogas - eu sou contra!
Existem pessoas que são à favor do aborto - eu sou contra!
Existem pessoas que são à favor do casamento/sexo entre gêneros iguais - eu sou contra!

Poderia continuar com vários outros exemplos, mas o que quero ressaltar é que sou contra essas atitudes/comportamentos sem, no entanto, discriminar as pessoas!
Tenho amigos/conhecidos que fumam, que usam drogas, que fizeram aborto, que são ou estão homossexuais, que mentem, que se deixam corromper, que falam palavrões, e nunca os tratei mal, mas eles sabem que não aprovo esses comportamentos.

Me incomoda profundamente ver tanta gente protestando por seus direitos sem respeitar o direito dos outros! SE ALGUÉM TEM O DIREITO DE SER À FAVOR, EU TENHO O DIREITO DE SER CONTRA! E assim vários outros!


Chega de "aquele deputado evangélico"! Por que não se faz referência a outros deputados "católicos", "espíritas", etc.? Porque isso denota perseguição religiosa!
Chega de "isso é homofobia", "retrocesso", ou "isso fere os direitos..."! Até onde eu sei nosso país ainda é um Estado democrático - existe o direito de ser à favor assim como existe o direito de ser contra, e NINGUÉM TEM O DIREITO DE ROTULAR OU USAR ADJETIVOS PEJORATIVOS A QUALQUER UM DOS LADOS! 


A Constituição que rege meu país me concede o direito de liberdade de crença - SOU CRISTÃ, EVANGÉLICA E TENHO O DIREITO DE CRER QUE A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS E, POR ISSO, USÁ-LA COMO MEU GUIA DE FÉ E PRÁTICA! SE VOCÊ NÃO CRÊ NISSO, RESPEITE AS DIFERENÇAS!

Liberdade de expressão implica em respeito às posições diversas. Todos tem direito de protestar, e eu sou uma que protesto pela internet e vou às ruas nas manifestações, mas, por favor, 

SEJAM COERENTES: 
A LUTA VEM DO EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA, 
ENTÃO RESPEITEM AS POSIÇÕES E PENSAMENTOS 
QUE SÃO CONTRÁRIOS AOS SEUS!


TENHO DIREITO DE SER CONTRA!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O REGENTE



PARA QUE SERVE AQUELA PESSOA "ABANANDO OS BRAÇOS" NA FRENTE DE UM GRUPO DE MÚSICOS?

Em primeiro lugar, aquela pessoa é o Regente (Conductor, em inglês) - alguém que estudou entre 4 a 6 anos, se considerarmos apenas o nível da graduação, passando por diversas matérias teóricas e práticas a fim de conhecer o máximo possível para conduzir outros na interpretação de músicas.
Dentro do conhecimento necessário ao Regente podemos citar a Teoria e leitura musical (em diversas claves), o Contraponto, a Harmonia, a História Universal da Música, os estilos musicais, a Técnica da Regência e do Canto, o domínio de pelo menos um instrumento, o funcionamento e a afinação dos instrumentos musicais, entre várias outras!
Sendo assim, o regente deve ser considerado um especialista da área e, por isso mesmo, tem a função de conduzir os outros músicos (instrumentistas ou coristas) em uma interpretação única e sincronizada da música em questão, zelando, além de tudo o que já foi citado, pelo equilíbrio sonoro de todos os músicos reunidos.

E O QUE É AQUELA "VARINHA" QUE ALGUNS REGENTES USAM?

Não é uma "varinha de condão", rsss - se bem que muitos regentes gostariam de ter uma varinha mágica!
Essa varinha é um bastão, em geral de madeira leve, com 15 a 20cm de extensão, chamado Batuta (do italiano, battuta, "batida" - baton, em inglês). Na antiguidade usava-se um bastão grande de madeira para bater no chão a pulsação da música. Posteriormente, na Idade Média, surgiram as primeiras batutas na Europa. 
A batuta nada mais é do que uma extensão da mão do regente, um objeto usado para que a visualização dos gestos do regente seja maior - por isso mesmo ela é usada para a condução de grupos grandes de instrumentistas, como as orquestras, ou de grandes coros. Mesmo assim, vários regentes têm dispensado o uso da batuta na condução de grandes coros, por entenderem que as duas mãos livres traduzem maior expressividade.         

QUAL O PAPEL DOS INSTRUMENTISTAS/CORISTAS DIANTE DO REGENTE?

Se o papel do regente é conduzir, o outro lado deve segui-lo!
O respeito dos músicos ao regente deve-se ao fato de ele ser o especialista e do entendimento de que todos devem seguir uma só linha de interpretação para que a música seja executada com plena harmonia de todas as partes, como se fossem um só!
No momento da execução musical, o que engloba os ensaios, pode até haver músicos com maiores qualidades ou conhecimentos musicais no grupo, ou pensamentos diferentes sobre a interpretação, mas o líder é o regente, por isso todos o seguem, em submissão e em prol da execução única.

O QUE ACONTECE SE A MESMA MÚSICA FOR CONDUZIDA POR REGENTES DIFERENTES?

A música não mudará - as notas, os ritmos... - mas a interpretação, sim!
Por vezes são mudanças sutis, que só um ouvinte treinado observará; mas em outras a música parece transformar-se em outra, tudo por causa da interpretação - diferenças nas dosagens das dinâmicas, na leitura dos andamentos, na ênfase nas articulações, na leitura do estilo, na expressividade, etc...

Pra finalizar, deixo um vídeo super bem humorado que exemplifica o papel do regente e, principalmente, de quem o está seguindo!      





sexta-feira, 26 de abril de 2013

AGÊNCIA PREVIDÊNCIA SOCIAL (Corredor do Bispo/Recife) - EU POSSO!



Fui hoje lá - cheguei às 9:56hs, com um agendamento para 10:20hs e só consegui ser atendida 4 hs depois, terminando o atendimento às 14:20hs!

Passadas 2hs de espera comecei a reclamar, falando com todos os funcionários do setor e da recepção, inclusive os da segurança. Acompanhei a reclamação de vários outros contribuintes pelo fato da chamada da senha não seguir a ordem dos números (os funcionários disseram que as senhas são distribuídas aleatoriamente entre os médicos!). 

Também observei os pacientes do médico chinês que me atendeu reclamarem da imensa demora da perícia dele - zelo extremista, dificuldade em se fazer entender (por causa do sotaque) e demora em escrever o laudo (os próprios funcionários reclamaram que ficam até 20hs por causa dele!). Além disso, na minha vez o médico disse que meu marido devia ficar fora da sala (?) - eu tive que insistir e chamá-lo por conta própria (o que caracteriza constrangimento).

Depois de tudo isso ficamos esperando ainda mais pra reclamar com a gerente. Rapidamente ela me cortou ao ouvir que era uma reclamação da demora do médico em atender seus pacientes e disse que primeiro tinha que verificar se eu estava agendada pra ele ou se eu fui encaixada nele (eu nem sabia que o agendamento era vinculado a um médico específico!e destrinchou elogios ao médico (afirmando no entanto, saber que ele demorava) mas que não podia fazer nada - "porque ele é assim mesmo" (!). 
A gerente me disse que eu estava agendada para outra médica, que estava de licença médica, e que tinha sido encaixada no médico chinês – 
os casos de encaixes só são atendidos
depois de todos os outros pacientes do médico.
Ouvi da gerente: "como vê, não houve problema algum com o médico e você deveria ficar feliz em ter sido atendida, porque poderíamos ter feito um novo agendamento para daqui a um mês" (!!!!!!). Minha tradução livre: "você não tem do que reclamar, nós até estamos fazendo um favor pra vc!".
..
Só se for tempo maior de espera e descaso
É claro que eu rebati - por um acaso eu não deveria ter sido informada que eu seria encaixada e por isso ficaria por último? Ela respondeu que o pessoal da recepção deveria ter dito, mas rapidamente justificou que 3 médicos estavam de licença, que a recepção sempre está cheia, que a atendente estava em treinamento, que na próxima vez eu devia perguntar qual era o médico (não é trabalho deles informar???)...

"Mas a moça que está em treinamento fica sozinha na recepção?", disse eu.  A gerente, de novo, tentou justificar dizendo que havia outra funcionária de férias, que... um bocado de justificativas! E mais uma vez frisou que eu devia estar feliz por ter sido atendida! 

Encerrando a conversa, eu disse que gostaria que ela assumisse os erros dos funcionários daquela agência.
"Mas eu neguei?"
"Tentou, não é mesmo?"
Logo ela mudou o tom altivo para um mais maleável, dizendo que em nenhum momento negou que houve erros e disse que iria alertar os funcionários (será que vai mesmo?). 

O QUE FICA DO FATO?

Nós pagamos pelo serviço 
e somos tratados com descaso e, pior, 
como se estivéssemos recebendo um favor!

Falta de informação precisa no atendimento...

Agendamento por horário que, 
comprovadamente, não funciona...

Senhas numéricas que, no fim das contas, 
não são seguidas...

4 horas de espera no atendimento...

Constrangimento...

Protecionismo e sentimento claro que ninguém pode fazer nada contra 
o modo como eles trabalham...

MAS EU POSSO!

Posso falar aos conhecidos e reclamar para a ouvidoria nacional e até pro ministério da previdência! 
Quem me conhece sabe que eu não sou de "deixar pra lá", e é claro que peguei toda a documentação pra comprovação.
Ah, se todos os insatisfeitos com os serviços públicos não se omitissem!