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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

SOBRE MINISTÉRIO DE MÚSICA E MINISTRO TITULAR E AUXILIAR


MINISTÉRIO DE MÚSICA

(imagem retirada de www.nlbcnyc.org)
O ministério de música é o conjunto de todas as atividades musicais de uma igreja, diferenciadas de outras instituições pelo enfoque espiritual. Sendo assim, toda igreja que possui algum tipo de música possui o ministério de música, que pode ser organizado ou não.

Em muitas igrejas evangélicas tudo relacionado à música acontece de forma espontânea e voluntária, cabendo ao pastor ou a um irmão um pouco mais talentoso “puxar” os cantos congregacionais ou combinar quem fará a mensagem musical. Existem até mesmo as igrejas em que isso acontece exatamente no momento do culto, com músicas sugeridas na hora e com participações musicais tantas quantas aparecerem.

Em outras igrejas existe uma preocupação com a organização da área musical, possuindo um diretor/coordenador de música, ou uma comissão, ou um ministro/líder de louvor. Nestes casos, a maioria desempenha suas funções de forma voluntária, mas, nos últimos anos, algumas igrejas passaram a remunerar o ministro/líder de louvor, que geralmente desenvolve apenas as “bandas” ou “equipes de louvor”.

Há ainda igrejas em que a organização e desenvolvimento do ministério de música são plenos, ou seja, busca-se utilizar todas as possíveis funções da música na igreja, visando atingi-la como um todo, em suas diversas faixas etárias e demais ministérios. Devido à complexidade e amplitude de um ministério de música assim, uma pessoa capacitada nos âmbitos da música, liderança, bíblico e pastoreio, recebe o título de ministro de música, normalmente sendo remunerado para isso.

Cabe aqui destacar, infelizmente, que muitos pastores e igrejas têm deixado de desenvolver um ministério de música pleno, não por falta de condições, mas por falta ou mudança de visão em relação a isso.  Não faremos aqui um estudo bíblico sobre música e ministério, mas seria muito bom que pastores e igrejas se preocupassem em estudar essa temática.  


FUNÇÕES DO MINISTRO DE MÚSICA 
(imagem retirada de espelhoesonho.blogspot.com)

1. Ser referência de músico, líder e cristão;
2. Elaborar e desenvolver um programa musical para toda a igreja em seus variados ministérios, atividades e faixas etárias;
3. Zelar pela organização necessária para o desenvolvimento do ministério de música;
4. Elaborar as ordens de culto zelando pela liturgia;
5. Utilizar a música como um meio para adoração, louvor, confissão, perdão, comunhão, exortação, proclamação e consagração;
6. Zelar pela ambientação musical adequada para cada parte do culto;
7. Promover o crescimento espiritual através das letras das músicas e estudos bíblicos;
8. Visitar, aconselhar, exortar e disciplinar, quando necessário, colaborando com o ministério pastoral junto aos seus liderados;
9. Treinar e desenvolver outros líderes da área de música;
10. Treinar e desenvolver talentos musicais;
11. Zelar e/ou prover repertório adequado para os diversos grupos e execuções musicais;
12. Cuidar da estética musical, desenvolvendo a capacidade de apreciação musical;
13. Educar musicalmente, através dos grupos musicais, ou de capacitações ou de aulas/escola de música;
14. Ensinar como proceder corretamente no contexto relacional da igreja – respeito e submissão à liderança, como se posicionar contrariamente, combate à maledicência/fofoca, etc...
15. Zelar pela saúde física dos músicos, detectando e orientando sobre problemas físicos que prejudicam diretamente a prática musical;
16. Colaborar para a saúde mental dos participantes deste ministério através dos grupos e atividades musicais;
17. Colaborar para a saúde emocional de toda a igreja através dos grupos e atividades musicais, e das próprias músicas utilizadas (musicoterapia);
18. Zelar pela aquisição e manutenção de todos os equipamentos/instrumentos/acessórios/materiais necessários para o desenvolvimento do ministério de música;
19. Administrar os recursos financeiros destinados ao ministério de música.

MINISTRO DE MÚSICA AUXILIAR/ADJUNTO


Assim como um co-pastor, ou pastor auxiliar, o ministro de música auxiliar/adjunto tem a função de ajudar o ministro de música titular no exercício e desenvolvimento do ministério de música da igreja. Sua figura aparece principalmente quando:
  • o ministério de música chega a um nível pleno de desenvolvimento, de tal forma que tamanha amplitude – coros graduados (infantil, adolescentes, jovem, adultos, terceira idade), outros coros e grupos vocais (coro masculino, coro feminino, quartetos, etc...), solistas, bandas (“equipes de louvor”), grupos instrumentais (conjunto de flautas, orquestra, etc...), escola de música, etc... – torna a liderança/administração de tudo isso algo pesado para uma só pessoa, especialmente se o ministro de música titular não for de tempo integral;
  • o ministro de música titular já possuir uma idade mais avançada ou saúde limitada.

O ministro de música auxiliar/adjunto é submisso ao ministro titular, que define a visão ministerial a ser seguida, mas carrega e deve exercer todos os direitos e deveres do ministro titular em sua ausência.

INDICAÇÕES DE LEITURA

Faço coro com aqueles que tem se posicionado em defesa de um ministério de música pleno, baseado nos princípios bíblicos sobre o assunto, e também com aqueles que sentem falta deste ensino nos cursos que preparam os futuros pastores, educadores religiosos e ministros de música.

Infelizmente cada vez mais as publicações sobre o assunto escolhem certos aspectos e esquecem muitos outros, assim, segue abaixo algumas indicações de leitura, começando com a Bíblia (segundo os batistas, é nossa regra de fé e prática), e seguindo para alguns livros, a maioria de edição esgotada, mas que devem ser encontrados nas bibliotecas de Seminários e Faculdades Batistas.  

BÍBLIA:  Números 18.20-21; I e II Crônicas; Neemias 10.38-39; 13.10-13; Colossences 3.16; I Coríntios 14.7-8; Filipenses 4.8; etc... 


FREDERICO, Denise. A música na igreja evangélica brasileira. Rio de Janeiro: MK Editora, 2007.

ICHTER, Bill H. (Comp.). A música e seu uso nas igrejas. ed. 2. Rio de Janeiro: JUERP, 1980.

ICHTER, Bill H. (Org.). A música sacra e sua história. Rio de Janeiro: JUERP, 1976.

HUSTAD, Donald P. A música na igreja. São Paulo: Vida Nova, 1991.

McCOMMON, Paul. A música na Bíblia. ed. 2. Rio de Janeiro: JUERP, 1981.

MINISTÉRIO DE MÚSICA CRISTÃ. Série. Rio de Janeiro: JUERP, 198-.

SANTOS, Leila Christina Gusmão dos; LUZ, Westh Ney Rodrigues. Culto cristão: contemplação e comunhão. Rio de Janeiro: JUERP, 2003.  

Keila Guimarães de Campos

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

SOBRE O MINISTRO DE MÚSICA

O Ministro de Música...



...não é o Ph.D. em tudo sobre a música, mas sim, deve ser um perito em sua área de concentração.

...nunca está "pronto e acabado" em seus conhecimentos, simplesmente porque o músico é uma das poucas profissões que depende de prática e aperfeiçoamento contínuo.

...não é somente um músico experiente - ele deve ser o líder chamado e capacitado por Deus para gerir essa área de acordo com a vontade específica de Deus para cada igreja.

...não é apenas um líder - ele deve ser o líder espiritual, pastoreando seus músicos.

...não é superior a ninguém, porque no Reino de Deus todos devem estar sujeitos uns aos outros, mas deve ser respeitado e obedecido como autoridade instituída por Deus.

...não é onipresente, nem onipotente - ele deve sim, cuidar para que haja músicos e música adequada para cada atividade, e realizar tudo aquilo que estiver dentro de seu alcance sem, no entanto, exceder seus próprios limites físicos.

...trabalha na igreja e em casa, no expediente e fora dele, acordado e dormindo - sonhando, orando, refletindo, buscando, escolhendo, se preparando e realizando....não é perfeito, e por isso deve ter humildade para reconhecer e corrigir seus erros.

...recebe remuneração da instituição igreja, mas não é sustentado por ela, porque Deus é quem sustenta os seus vocacionados. 

...conta com a boa vontade de quem não é obrigado a fazer nada, mas deve levá-los a entender que o compromisso e a excelência no que se fazem para Deus vem da gratidão pela salvação imerecida e da consequente boa mordomia dos dons e talentos recebidos. 

...tem muitas pessoas aos seus cuidados e, por isso, assim como o pastor, não deve compartilhar suas angústias ministeriais com elas. Deus é o seu confidente, mas faz falta ter alguém de carne e osso com quem possa compartilhar.

...deve ter pé no chão e ser racional, entretanto, deve aprender a confiar em Deus de tal forma que possa responder afirmativamente aos desafios de fé que Ele lhe oferece, a despeito da lógica humana.

...deve avaliar o seu ministério - erros e acertos, pontos fracos e pontos fortes, momentos difíceis e momentos felizes - consciente que sempre haverão falhas, que nunca se conseguirá agradar a todos e disposto sempre a melhorar. 

...deve, sobretudo, reconhecer que tudo terá valido à pena se houver frutos dignos do Senhor a quem serve. Frutos musicais, relacionais e espirituais plantados e cultivados pelo poder do Espírito Santo através do Ministro, mas que crescem e perduram sem ele.

NÃO HÁ MAIOR ALEGRIA!